A Emoção da Comunidade
No último sábado, dia 12, a comunidade do Quilombo Mumbuca foi palco de uma celebração que emocionou a todos: a 1ª Caminhada Dourada. Este evento se tornou uma nova atração dentro da programação da Festa da Colheita do Capim Dourado, um momento especial que reuniu artesãos, cavaleiros, amazonas e moradores. Os participantes percorreram as ruas da localidade, expressando sua cultura e suas tradições, e homenageando o emblemático capim dourado.
Participação de Artesãs e Cavaleiros
Durante a caminhada, os habitantes da comunidade demonstraram um forte sentimento de pertencimento. Artesãs trouxeram diversos produtos feitos à mão, evidenciando a riqueza da tradição local. Juntamente com cavaleiros e amazonas, que também estavam presentes, formaram uma comitiva que percorreu as principais vias do Quilombo. Essa união de forças foi um símbolo da cultura vibrante da região, reforçando a importância do capim dourado na identidade quilombola.
Cultura e Tradição na Caminhada
A Caminhada Dourada foi muito mais que uma simples marcha; foi uma verdadeira celebração das práticas culturais e das tradições que permeiam a vida no Quilombo Mumbuca. Através de canções entoadas ao longo do percurso, os participantes reafirmaram seu amor e respeito pela história que carregam. A desapego ao passado é quase impossível, e essa caminhada lembrou a todos do valor de suas raízes.

A Condução Inspiradora de Doutora
À frente da caminhada estava Doutora, a renomada mestra artesã do capim dourado e das plantas medicinais do Cerrado. Seu papel foi fundamental, não apenas como guia espiritual, mas também como um símbolo de resistência e perenidade das tradições quilombolas. Com seu conhecimento profundo e sua forte conexão com a comunidade, sua presença inspirou todos os participantes a se unirem em um ato de celebração e reverência.
A Importância do Capim Dourado
O capim dourado não é apenas um recurso natural; ele é um elo que une a comunidade, simbolizando a força da cultura quilombola. Esta planta tem grande relevância econômica, social e ambiental, e a caminhada serviu para reforçar sua importância não apenas como um produto, mas como parte da identidade e da história do Quilombo Mumbuca. A preservação desta tradição e o manejo sustentável do capim são questões que têm ganhado cada vez mais espaço nas discussões locais.
Momento de Reflexão e Fé
Ao chegarem ao portal de boas-vindas, os participantes foram recebidos com um caloroso acolhimento. Este era um momento entrelaçado por abraços e emoção, as lágrimas foram inevitáveis e demonstraram o quanto a caminhada tinha significado para a comunidade. O pastor Adailton Dias de Almeida conduziu uma oração abençoando todos os envolvidos, reforçando a união e a proteção da comunidade. Essa intersecção entre fé e tradição ampliou ainda mais o simbolismo do evento.
A Música como Elemento de União
As músicas interpretadas durante a caminhada desempenharam um papel crucial na atmosfera do evento. O talento de Arnon Tavares, mestre da Viola de Buriti, trouxe a musicalidade típica da região, unindo os participantes em um sentimento coletivo. A música, como forma de expressão, cria laços e mantém vivas as histórias e as tradições que são tão intrínsecas à identidade do Quilombo Mumbuca.
Os Laços de Amizade e Coletividade
A amizade e a coletividade foram visíveis em cada olhar e sorriso. A participação de figuras como Regiane Nunes, supervisora do Parque Estadual do Jalapão, mostra como as conexões se estendem além do âmbito profissional. Regiane, que desenvolveu laços fortes com a comunidade ao longo de seus 16 anos de trabalho, exemplifica a união entre o bem-estar ambiental e a interação social. Sua relação com Doutora, exemplo de respeito e colaboração mútua, ressalta a importância de experiências compartilhadas.
Histórias que Atravessam Gerações
Durante a caminhada, muitos pensaram nas pessoas que contribuíram para a construção da rica história de Mumbuca. Sirlene Matos, uma jovem educadora, expressou sua emoção ao ver Doutora à frente, um símbolo da continuidade cultural e das tradições. Ela mencionou figuras históricas da comunidade que partiram, mas cujos legados continuam vivos no trabalho de Doutora e nas práticas cotidianas dos moradores.
O Futuro da Festa da Colheita
Com a experiência da 1ª Caminhada Dourada, as expectativas são altas para as próximas edições. Este evento não apenas fortaleceu os laços da comunidade, mas também ampliou a visibilidade das tradições quilombolas. A expectativa é que a Festa da Colheita se torne um espaço cada vez mais relevante, onde a história, a cultura e as novas gerações se encontrem para celebrar suas raízes. O fortalecimento das tradições culturais, a conexão com a natureza e a identidade coletiva são os pilares que podem tornar as futuras caminhadas ainda mais especiais.
Assim, a Caminhada Dourada se encaminha para se tornar uma tradição não apenas no Quilombo Mumbuca, mas em todo o contexto regional, refletindo a força e a resiliência do povo tocantinense e a inestimável contribuição do capim dourado para a cultura e a economia local.


